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ONDAS DE CHOQUE SERÃO ALVO DE ESTUDO

(Jornal O Estado de São Paulo - 17 de novembro de 2010 | 0h 00 / Alexandre Gonçalves )

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) pretende realizar pesquisas em terapias por ondas de choque. A técnica já está bem estabelecida para litotripsias - uso das ondas para destruir pedras nos rins. Mas ainda há poucos estudos acadêmicos sobre sua aplicação em outras áreas, como o tratamento de lesões ósseas ou de feridas de difícil cicatrização.

A instituição adquiriu recentemente quatro geradores de ondas de choque com dinheiro da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep-MCT). O ortopedista Paulo Roberto Dias dos Santos explica que já começaram os testes pré-clínicos em roedores com lesões na tíbia. E há três estudos clínicos que esperam aprovação do comitê de ética da universidade. "Devem começar no início do próximo ano", afirma Santos, que teve seu primeiro contato com a terapia por ondas de choque no tratamento de problemas ósseos em 2000.

Na ocasião, ele conheceu Wolfgang Schaden, cirurgião do Centro de Trauma Meidling, em Viena, na Áustria. Lá, a terapia por ondas de choque é a primeira opção de tratamento em casos de pseudoartrose, quando o processo de regeneração de fraturas ósseas demora mais do que o esperado. Só depois, em caso de insucesso, recorre-se à cirurgia.

Schaden veio ao Brasil para o 42.º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, encerado anteontem em Brasília. O encontro também contou com a participação da Sociedade Brasileira de Terapia por Ondas de Choque (SBTOC). Em entrevista ao Estado, Schaden disse que já há evidências científicas suficientes sobre a eficiência da técnica. "O tratamento estimula o crescimento de vasos sanguíneos na região e a migração de células-progenitoras para o local", aponta. "Os dois processos estimulam a regeneração do tecido."

Técnica. Contudo, ele afirma que ainda não há clareza sobre os processos fisiológicos e celulares responsáveis pelos efeitos terapêuticos da técnica. "São necessários mais estudos para descobrir o que ocorre dentro das células", considera Schaden.

Há, no entanto, pesquisadores que assumem uma postura crítica diante da técnica. "Com base em estudos de alta qualidade e baixo risco de erros conceituais, há suficiente evidência de que a terapia por ondas de choque é ineficaz para tratar dor no ombro, no calcanhar e cotovelo de tenista (doença causada por repetição e esforço)", afirma Rachelle Buchbinder, do Departamento de Epidemiologia Clínica da Universidade Monash, na Austrália.

Ela é a principal autora de uma revisão sobre o uso da terapia em casos de cotovelo de tenista, publicada no acervo da Cochrane - entidade de maior prestígio na divulgação de revisões médicas. Na melhor das hipóteses, Rachelle admite que a técnica pode reduzir calcificações no ombro.

Crítica. O presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Osvandré Lech, relativiza o resultado da revisão. "Estudos mostram que o "fator tempo" é o que mais pesa nos casos de cotovelo de tenista", afirma. "Outras terapias também apresentam resultados tímidos." Ele recorda que já assumiu uma postura muito crítica com relação a terapia por ondas de choque. "Especialmente quando começou aqui no Brasil: algumas pessoas a apresentavam como a panaceia universal", aponta. Mas, agora, Lech afirma considerá-la uma opção ao lado de outras, como medicação, cirurgia e fisioterapia.

John Furia, médico americano que também esteve no Brasil na semana passada, sublinha que o FDA, agência dos EUA de vigilância sanitária, já autorizou aplicações da técnica com base em estudos fidedignos.

Custos. O presidente da SBTOC, José Eid, afirma que o recurso à terapia por ondas de choque diminui significativamente os custos com saúde. Ele argumenta que um tratamento individual demanda um investimento de R$ 2 mil. Segundo Eid, uma cirurgia para tratar o mesmo problema sairia por R$ 15 mil.

Na Unifesp, Santos pretende estudar também o uso da técnica no tratamento de feridas de difícil cicatrização. Em 2006, Schaden publicou o primeiro artigo sobre o tema. O pesquisador austríaco acredita que ainda surgirão aplicações promissoras das ondas de choque no tratamento de doenças do coração.




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