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Osvandré Lech assume presidência da SBOT 2011

Desde 1956 nenhum gaúcho preside a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Em 2011, o passo-fundense Dr. Osvandré Lech foi o escolhido para presidir a instituição. A eleição ocorreu no dia 15 de novembro de 2008, durante o 40º CBOTchê, no Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre. O pleito da SBOT acontece todos os anos durante o Congresso e a diretoria completa é eleita com três anos de antecedência. A efetivação no cargo de presidente aconteceu no dia 13 de novembro deste ano, durante o 42º CBOT.

Osvandré Lech, 54 anos, tomou posse com a promessa de defender o médico contra "o crescente desrespeito a um dos valores do código de ética médica", a liberdade de escolha do tratamento e manter a grandiosidade de uma instituição que se orgulha das suas conquistas passadas e recentes.

O novo presidente da SBOT, Lech, recebeu o Título de Especialista em Ortopedia em 1982 e Título de Especialista em Cirurgia da Mão em 1984. Hoje é Chefe da Residência Médica do Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) no Hospital-Escola São Vicente de Paulo - Passo Fundo, RS. É secretário do International Board of Shoulder and Elbow Surgeons (IBSES). Também é membro do Conselho Editorial da Revista Brasileira de Ortopedia (RBO), do Journal of Shoulder and Elbow Surgery (JSES), da Ortopedia e Traumatologia Ilustrada e do Actualidad en Cirugía de Hombro y Codo. Foi Sócio-Fundador e Ex-Presidente das Sociedades Brasileira (1993-94) e Sul-Americana (1998) de Ombro e Cotovelo. Dirigiu a SBOT-RS em 2000-01. O currículo completo com outros títulos, premiações e cargos pode ser conferido em seu próprio site: www.lech.med.br.


Na sua futura gestão, quais serão os desafios da SBOT nas questões ligadas ao trabalho e à carreira do ortopedista?

A medicina em geral e a ortopedia em especial vivem grandes dilemas: como acomodar no mercado de trabalho esta espetacular produção de jovens médicos, produzidos por quase 180 escolas de medicina irresponsavelmente autorizadas. Não há "falta de médicos" no país há muito tempo. Falta-nos uma carreira de estado, como é dado ao juiz, ao delegado, por exemplo. A má distribuição de médicos, associada à triste decisão de investir somente 3,6% dos 6% do PIB recomendado internacionalmente gerou uma massa de profissionais mal paga e de fácil manuseio pelas empresas que intermediam o trabalho médico. Auditores não-identificados negam ou retardam longamente tratamentos, normas interferem na liberdade do profissional escolher com que material gostaria de trabalhar, salários em todas as esferas são aviltantes, as tabelas de honorários são, em muitos casos, risíveis. O cenário é desafiador. Excelente situação para buscarmos entendimento como classe profissional e nos posicionarmos em defesa da ortopedia e da população que servimos, motivo último da nossa missão profissional.


A SBOT chegou aos seus 75 anos como a maior instituição de Ortopedia e Traumatologia da América Latina e uma das maiores do mundo. Como se mantêm firme os valores que sustentam a SBOT já há tanto tempo? Qual é o tamanho do seu desafio para continuar a mantê-los?

Como a maioria das entidades médicas, buscamos a educação continuada e o associativismo. Fomos além disso. Na CET desenvolvemos um sistema de avaliação para obtenção do Título de Especialista considerado modelo pela AMB, outras especialidades médicas, e por todas as delegações internacionais que nos visitam anualmente. Na CEC mais de 20 projetos estão em andamento, sendo todos gratuitos para os associados. Na Com de Defesa Profissional travamos lutas diárias para preservar nossos direitos, aperfeiçoar a ética e ampliar honorários profissionais. No cenário internacional a nossa ortopedia é reconhecida hoje como de vanguarda; produzimos materiais de implantes, descrevemos novas técnicas cirúrgicas, centenas de jovens médicos se dirigem todos os anos para os nossos serviços em busca de aperfeiçoamento. O momento é muito bom e faremos todo o esforço possível para manter o tônus.


Em 2002, a SBOT possuía 11 comissões e 6.931 membros. Atualmente, a SBOT tem 26 comissões e mais de 10 mil associados . Esses números mostram o rápido crescimento da SBOT em menos de 10 anos. É possível avançar mais?

Sem dúvida, o crescimento está devidamente planejado. Temos diretoria executiva, 30 colaboradores, sede estadual nos 26 estados da federação, 13 comitês de especialidades, 125 serviços de residência médica, diversas revistas científicas. Tudo isto reunido, temos mais de 3.000 pessoas trabalhando em prol de uma ortopedia mais eficiente e atualizada. Estamos prontos para os desafios que uma sociedade deste porte impõe.


Sendo cirurgião do membro superior, mesmo após se tornar um "expert", faz questão de continuar a operar pelo SUS, atendendo pacientes necessitados. Como, ocupando o novo cargo, o senhor pode ajudar e também propor melhorias para o SUS?

Atenderei e operarei pacientes alguns dias da semana, pois o cargo na SBOT não é remunerado. Sempre atendi pacientes de todas as classes sociais e me orgulho disso. Assim não perco o foco profissional. O sonho de qualquer líder médico é conseguir ou desencadear o processo que leve ao merecido reajuste de tabela de honorários médicos. Infelizmente Isto não é tão simples como parece. Não haverá avanços sem mobilização decidida. Aumento do PIB dirigido à saúde e diminuição da burocracia no setor fariam grande diferença, sem dúvida...


Como aumentar a visibilidade das ações da SBOT perante os próprios ortopedistas e a população em geral?

Mantemos uma linha ampla de campanhas sociais. Cinto de Segurança, mochilas, cadeirinha no banco de trás, casa segura, prevenção do trauma nas estradas, prevenção de osteoporose, oposição à regularização da profissão de mototaxi são algumas das nossas linhas de ação que possuem impacto direto na qualidade de vida da população. Precisamos explorar melhor a riquíssima produção científica, repaginá-la para a linguagem leiga e publicá-la nos órgãos de comunicação de massa. Assim, teremos todos - profissionais, serviços e a própria SBOT - maior respeitabilidade. Isto tem impacto maior do que se pensa e a nossa assessoria de imprensa vem fazendo isto de forma muito competente.


Como anda a ortopedia gaúcha ?

O presidente da SBOT-RS Paulo Piccoli lidera um grupo muito ativo de colegas dispostos a contribuir com a educação e com a defesa profissional, dois pilares fundamentais. Temos hoje 10 serviços de residência médica, grande produção científica nacional e internacional. Mas o nosso maior orgulho é a regularidade de resultados, ou seja, é pequena a distância entre os "melhores" e os "piores" resultados. Isto tem grande impacto no retorno ao trabalho, na qualidade de vida e na felicidade dos gaúchos.





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